Muitas coisas mudaram desde o meu último post. Possivelmente, a mais relevante delas, é que me para mudei para o Rio de Janeiro. Agora estou a poucos minutos do mar e posso repensar alguns planos, ainda mais aos quase 47 anos de idade. Não abandonei o meu projeto, mas sinto que preciso avaliar com mais calma como fazer e principalmente quando fazer. Um passo de cada vez. Primeiro preciso voltar a velejar.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Catamarã com Aerorig - QUASE o meu barco ideal?
Tenho lido bastante sobre mono cascos e multi cascos, e também conversado com pessoas que tiveram experiência com ambos, tanto vivendo a bordo quanto singrando pelos oceanos.
Estou preparando um post sobre as minhas impressões até o momento, mas enquanto ele não fica pronto, apresento outro barco "quase ideal", dessa vez um catamarã.
Minha preferência é por casco metálico, mas ainda não encontrei um catamarã com mastreação Aerorig em alumínio. Mesmo com mais de 50 pés, que seria o tamanho a partir do qual esse material se sobressairia frente à fibra e correlatos.
De toda forma, abaixo deixo duas fotos de projetos bem interessantes, e logo em seguida alguns links para outros igualmente bacanas.
Links:
http://www.multihulldesigns.com/designs_other/56aerocat.htm
http://www.yachtdomain.com/yachtdomain/boats-for-sale/used/sail-catamarans/kurt-hughes-56/20438
http://www.pedigreecats.com/js/js52home.htm
http://www.2hulls.com/usedcatamaran-2006/Distant_Drummer.html
http://www.boatsamillion.com/ShowAdvert.asp?AdvertID=9765036
http://www.yachtworld.com/boats/1999/Brent-Grey-52ft-Custom-Aero-Rig-2394511/Malaysia#.VjFrt66rR-U
http://www.sailboatlistings.com/view/47214
Estou preparando um post sobre as minhas impressões até o momento, mas enquanto ele não fica pronto, apresento outro barco "quase ideal", dessa vez um catamarã.
Minha preferência é por casco metálico, mas ainda não encontrei um catamarã com mastreação Aerorig em alumínio. Mesmo com mais de 50 pés, que seria o tamanho a partir do qual esse material se sobressairia frente à fibra e correlatos.
De toda forma, abaixo deixo duas fotos de projetos bem interessantes, e logo em seguida alguns links para outros igualmente bacanas.
Links:
http://www.multihulldesigns.com/designs_other/56aerocat.htm
http://www.yachtdomain.com/yachtdomain/boats-for-sale/used/sail-catamarans/kurt-hughes-56/20438
http://www.pedigreecats.com/js/js52home.htm
http://www.2hulls.com/usedcatamaran-2006/Distant_Drummer.html
http://www.boatsamillion.com/ShowAdvert.asp?AdvertID=9765036
http://www.yachtworld.com/boats/1999/Brent-Grey-52ft-Custom-Aero-Rig-2394511/Malaysia#.VjFrt66rR-U
http://www.sailboatlistings.com/view/47214
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
QUASE o meu barco ideal - 2
Encontrei mais um veleiro com os meus requisitos (casco de alumínio, mastreação aerorig e com mais de 50 pés). PORÉM, comparando com o "Mona Lisa", 8 anos mais velho, 10 pés maior e USD 750.000,00 mais barato. Uma beleza, pena que não aceitam minha coleção de CDs ou meus times de botões na troca.
Mais informações: http://www.yachtworld.com/boats/1991/Custom-Aero-rig-Cruiser-2749928/United-Kingdom#.VhXOLhNViko
Mais informações: http://www.yachtworld.com/boats/1991/Custom-Aero-rig-Cruiser-2749928/United-Kingdom#.VhXOLhNViko
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
1 Apartamento e 1 casa na praia ou 1 veleiro? Eis a questão.
Hoje, se eu tivesse dinheiro suficiente para comprar um apartamento confortável na zona sul do Rio de Janeiro e uma casa na praia, em Angra ou Búzios, eu escolheria comprá-los ou compraria um veleiro para morar nele? Ainda não fiz essa conta, e acredito que cada uma das alternativas tenha seus prós e contras, mas acredito que optaria, sem pestanejar, por um veleiro. A vida certamente seria mais "móvel", mais aventureira, mais espartana, mais prática e com menos supérfluos, menos acumulação de coisas, e menos inutilidades. Seria muito menos "material" e mais racional. To be determined.
QUASE o meu barco ideal
Acidentalmente encontrei um projeto que se aproxima do meu ideal de barco. Um 61 pés, casco metálico (alumínio), com mastreação Aerowig e pilothouse, chamado Mona Lisa. Se considerarmos o histórico do dono, esse foi o segundo veleiro dele com essa combinação. O primeiro foi o Paratii 2, construído pelo Amyr Klink, para uma de suas aventuras em solitário. Em outras palavras, é um belo barco que pode ser facilmente navegado por uma única pessoa.
Possivelmente eu alteraria algumas coisas no projeto original, por exemplo: uma coberta principal com suíte, maior, com acesso rápido ao pilothouse; ao invés de uma coberta grande adicional, duas cobertas menores dividindo um banheiro separado entre banho e vaso, cada um com uma pia; calefação adicional à combustão; sistemas alternativos de geração de energia (solar e eólica); pelo menos duas portas estanques, uma no acesso principal pela popa, e outra a meia-nau. Também incluiria alguns itens de segurança voltados para a navegação solo, como um acesso mais fácil pela popa, para retorno à embarcação no caso de homem ao mar; cabos laterais de segurança, um em cada bordo, da proa a popa. Enfim, se é para ser a minha casa, precisa ser do meu jeito.
Mais sobre o Mona Lisa: http://www.yachtmonalisa.com/ e com preço http://www.sailboatlistings.com/view/7975
Algumas fotos....
Possivelmente eu alteraria algumas coisas no projeto original, por exemplo: uma coberta principal com suíte, maior, com acesso rápido ao pilothouse; ao invés de uma coberta grande adicional, duas cobertas menores dividindo um banheiro separado entre banho e vaso, cada um com uma pia; calefação adicional à combustão; sistemas alternativos de geração de energia (solar e eólica); pelo menos duas portas estanques, uma no acesso principal pela popa, e outra a meia-nau. Também incluiria alguns itens de segurança voltados para a navegação solo, como um acesso mais fácil pela popa, para retorno à embarcação no caso de homem ao mar; cabos laterais de segurança, um em cada bordo, da proa a popa. Enfim, se é para ser a minha casa, precisa ser do meu jeito.
Mais sobre o Mona Lisa: http://www.yachtmonalisa.com/ e com preço http://www.sailboatlistings.com/view/7975
Algumas fotos....
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Aos poucos. Retomando.
Muita coisa mudou na minha vida desde que passei por aqui a última vez. Coisas boas e outras não tão boas aconteceram. Estranhamente são as últimas que me fizeram refletir novamente sobre o que eu pretendo fazer nos próximos anos. Cada vez mais me vejo deixando a terra rumo às aventuras, sem rumo certo, para viver novas experiências. Me vejo indo, num interminável gerúndio, sem data de retorno. A idéia de ir até encontrar um lugar para chamar de meu me apetece. Pode ser um canto desabitado num arquipélago não mapeado ou mesmo uma pequena marina no Mediterrâneo. Enfim, movido por uma série de perguntas mal formuladas para as quais ainda não consigo esboçar uma tentativa de resposta, há algumas semanas voltei a pesquisar sobre barcos. Minha dúvida persiste: aço ou alumínio. Parece-me que a conclusão virá pelo tamanho do barco. Se acima de 40 pés, a escolha recairá para o alumínio. Se acima de 50, para o aço. Entre um e outro, o famoso tanto faz, dependendo do projeto e do estaleiro. Bem, não é muito para compartilhar, mas é o suficiente para abandonar o estado inicial e romper a inércia. Até a próxima, espero que não demore tanto tempo.
sábado, 9 de agosto de 2014
Pausado, não parado, muito menos cancelado.
Não, não interrompi o projeto. Estou apenas cuidando de outras tarefas mais importantes no momento. Por este motivo não tenho passado muito por aqui. Hoje me deparei com um vídeo que me fez pensar muito (e novamente) sobre como a vida pode ser mais barata, mais simples, mais feliz e prazerosa: http://www.theatlantic.com/video/index/374880/living-alone-on-a-sailboat/
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Devagar, devagarinho.
Não passo por aqui há alguns meses. O projeto está "bem" devagar no momento, pois ando bastante ocupado com assuntos pessoais mais urgentes e delicados. A fila de tarefas só aumenta, o que não ajuda, e faz com que eu precise priorizar meu tempo para dar conta de tudo. Resultado, a diversão foi colocada para escanteio e com ela o "velejo". Bem, justiça seja feita, eu velejei no Rio Boat Show em abril passado, mas não estava no "comando" do Hanse 575 que estive a bordo com o amigo Trovão, enquanto ele fazia uma matéria para a Revista Náutica. Ou seja, tirando o "passeio", que foi muito bom, de resto um total marasmo no que diz respeito à vela e assuntos correlatos. Enfim, espero ter notícias mais interessantes antes do final do semestre.
sexta-feira, 7 de março de 2014
Mais duas interessantes.
Depois de quase 30 dias, minha vida está voltando ao normal. Estou sem velejar desde a primeira semana de fevereiro, mas desde ontem tenho endereço próprio e um teto sobre a minha cabeça, que aos poucos está se transformando no meu lar.
Ainda faltam ajustes, mas com paciência eu chego lá. Nada diferente do que a minha vida sempre foi: uma série de desafios, mas sempre enfrentados com muito bom humor, pragmatismo e com a ajuda de bons amigos. Enfim, bola pra frente que o projeto também precisa andar.
Já escrevi sobre o perigo que os contêineres perdidos em alto-mar representam para os velejadores. Tal fato foi muito bem capturado pelo filme "All is lost" que, infelizmente, não teve o reconhecimento merecido. Desta vez, trago um relato feito pela Helosia Shurmann sobre o assunto. Vejam o link: http://www.expedicaooriente.com.br/blog/conteineres-ao-mar-perigo-para-a-navegacao-por-heloisa-schurmann/
Outra matéria interessante, desta vez sobre capitães, cuja imperícia e o excesso de confiança, acabam colocando em risco a embarcação e toda a sua tripulação. A matéria está em francês, mas o vídeo mostra bem a situação. http://www.voilesetvoiliers.com/ca-vous-est-arrive/cote-basque-espagnole-entree-de-port-catastrophe-zumaia/
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
All is lost
Não posto há algum tempo. Fiz uma viagem de férias
por alguns dias com meu filho mais novo e fiquei longe do computador. Com
relação ao projeto, pouca coisa mudou.
Assisti a um filme estrelado pelo Robert Redford,
na verdade é só ele acompanhado dos elementos durante quase todo o tempo, que reúne
os piores pesadelos de um velejador solitário no “meio do nada”. O filme se
chama “All is Lost” e não me recordo de ele ter passado nos cinemas brasileiros em 2013.
O drama começa quando o veleiro dele, de fibra de
vidro, se choca contra um container à deriva em alto mar enquanto ele dorme.
Apenas este começo já ilustra a minha principal preocupação, a escolha do
casco/material de construção do meu futuro barco. Se o casco fosse de aço ou
até mesmo de alumínio dificilmente a situação teria evoluído. No máximo um “dente”
no casco seria o resultado do encontrão.
Além disso, por mais experiente, multitarefas e
talentoso que o protagonista aparenta ser, o filme evidencia a necessidade de
se detalhar e extrapolar situações de modo a melhor pensar o projeto para
preparar as contingências. Por exemplo, a falta de EPIRBs, de um GPS
portátil e alguns outros equipamentos e ferramentas que poderiam ter evitado
certas situações e facilitado sair de algumas outras.
Enfim, o mais desesperador não é ter se chocado com o container, capotado
algumas vezes, ter visto o barco afundar ou ter ficado à deriva num bote salva-vidas.
É ter conseguido chegar na rota dos navios comerciais, quase tendo sido literalmente
atropelado por eles enquanto a situação vai ficando cada vez mais precária.
Abaixo alguns links interessantes sobre o filme para quem se interessar.
http://www.imdb.com/title/tt2017038/
http://www.youtube.com/watch?v=Lk_R04LfUQU
http://en.wikipedia.org/wiki/All_Is_Lost
sábado, 18 de janeiro de 2014
Mar sem fim, Amyr Klink
Há alguns anos li o livros, mas não sabia que haviam feito um documentário. Fiquei sabendo pelo canal Curta. Depois de procurar no You Tube, encontrei em seis partes, mas não assisti e por isso não sei se a qualidade é boa e se está completo.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Situações em alto-mar.
Alguns vídeos bem interessantes, e nem por isso menos
assustadores, sobre possíveis situações em alto-mar:
1)
Atingido por uma baleia: http://www.youtube.com/watch?v=SUbVC9Dj33g
2)
Tempestade: http://www.youtube.com/watch?v=FdXxNZcXN3I
3)
Tempestade: http://www.youtube.com/watch?v=_BNabB0-XVM
4)
Tempestade: http://www.youtube.com/watch?v=ylHiGZs3jCo
5)
Tempestade: http://www.youtube.com/watch?v=uLR-NiyxDU0
6)
Ciclone: http://www.youtube.com/watch?v=wEkYiZ7XvRg
7)
Homem ao mar: http://www.youtube.com/watch?v=4gQbDzXAOdY
8)
Afundando: http://www.youtube.com/watch?v=lzgUFB4KrSM
domingo, 12 de janeiro de 2014
Tempestades.
Já imaginou ter que enfrentar situações como estas num veleiro? http://www.youtube.com/watch?v=3eTV4UqukhQ
sábado, 11 de janeiro de 2014
Aço ou alumínio, eis a questão.
Nos últimos dias li bastante sobre aço e alumínio utilizados na construção de cascos. Como tudo, existem prós e contras em cada um deles. Talvez, a minha pergunta inicial (qual é o melhor material para construir o barco?) deva ser substituída por outra, qual é o melhor material para o uso que pretendo dar ao barco? Não são perguntas com respostas mutuamente excludentes, ao contrário o material é uma função do uso que se pretende dar ao barco ou, melhor, por onde ele singrará.
Bem, cruzeiros transoceânicos, ao contrário da navegação costeira, não estão sujeitos a encontros com rochas, recifes e similares com grande frequência. Entretanto, em algum ponto o cruzeiro se torna, por determinado período, navegação costeira. Ao contrário da navegação costeira, apesar das grandes dimensões dos oceanos, com alguma frequência, especialmente em algumas partes do mundo, os encontros com contêineres e lixos de grandes proporções não são raros. Grande animais, como baleias, eventualmente também podem se chocar contra o casco.
Outro aspecto importante está relacionado com os desafios específicos de onde se pretende ir. O primeiro exemplo (e possivelmente o mais extremo são as regiões congeladas). Tal como o aço, o alumínio também pode ser empregado em cascos destinados a barcos destinados a visitar locais gelados e permanecer em contato com o gelo, resistindo tanto a pressão dos grandes blocos de gelo como também a eventuais choques com icebergs. Assim, se a ideia é visitar todos os cantos do mundo, tanto um quanto o outro, desde que corretamente isolados, podem ser igualmente utilizados com as corretas precauções e adoções dos materiais apropriados nas especificações requeridas. Até ai, empatou.
Portanto, a navegação transoceânica engloba riscos maiores do que a costeira. Se o critério fossem apenas, estes, bem os dois poderiam ser perfeitamente utilizados como substitutos um do outro.
Existe, por outro lado, um aspecto relacionado com a menor densidade do alumínio que é imbatível. Se, por absurdo, imaginarmos dois projetos idênticos, com o mesmo tamanho, o barco em alumínio seria mais leve. A implicação direta é o melhor uso "da sobra de peso", tendo em vista um mesmo deslocamento, para aumentar os tanques de água e combustível. Ao se fazer isso aumenta-se consideravelmente a autonomia e a segurança nas grandes travessias.
Autonomia e segurança têm grande importância para mim. Li em blogs alguns relatos de pessoas que estão circunavegando o globo. Longos períodos sem luz solar ou vento impedem que a transformação de água salgada em água potável por unidades dessalinizadoras. Para suprir esta deficiência é necessário utilizar o motor para carregar as baterias internas e fornecer a energia necessária para o processo. Ok, tudo bem. Todavia, nos dias de hoje, os barcos contam com um grande número de equipamentos necessários para navegação, comunicação e várias outras tarefas, e todos eles necessitam de energia elétrica para funcionar e ambiente com determinados níveis de umidade e temperatura.
Já é possível ver onde pretendo chegar, mas não custa dizer: já imaginou ter que escolher entre comer/beber e ligar o GPS ou o radar? O algo aparentemente menos importante, como a climatização, mas que depois de 30 dias no mar, 500 milhas da costa, é um dos poucos confortos que se tem e que ajudam, e muito, a manter o ânimo para cima e a sanidade necessária para tomar decisões.
Posso dizer que estou em dúvida ainda e preparei o resumo abaixo dos principais argumentos para me ajudar a decidir. Enfim, nada fácil! Acho que o próximo passo é analisar projetos que de alguma forma sejam equivalentes para verificar se possuem, ao menos, condições para fornecer a mesma autonomia.
Aço: Maior resistência à abrasão e perfuração, maior dureza comparativa, com menor deformação por pressão (ductilidade), dificultando a absorção de impacto.
Alumínio: O alumínio é mais resistente do que o aço se comparado em mesmo peso, sendo 10 vezes mais resiliente. Porém, não possui a mesma resistência à fatiga (dobra e ruptura) que o aço, requerendo testes específicos (e caros) para determinar a qualidade. A fatiga leva a rachadura/ruptura do casco. O problema é que o ponto de fatiga do alumínio ainda não foi determinado, devendo ser avaliado durante a construção. A ruptura por fatiga pode acontecer em situações diversas.
Aço & Alumínio: Da mesma forma que o alumínio, o aço é excelente condutor de calor e som. Necessita, portanto, de correto isolamento termo-acústico apropriado.
Aço: É relativamente fácil encontrar mão-de-obra qualificada, equipamento e material em qualquer parte do mundo não é problema. O custo é comparativamente menor do que em alumínio. Entretanto, o processo de soldagem demora mais tempo do que no alumínio.
Alumínio: Os equipamentos e materiais de soldagem são mais caros comparativamente aos do aço. Adicionalmente, o processo de soldagem somente pode ser realizado no seco, em local estável e seco, dificultando os reparos no meio do oceano.
Ameaças ao material:
Peso:
Aço: A corrosão pelo contato com o ar (corrosão) e corrosão galvânica. A corrosão pelo ar de metais ferrosos, como o aço, corrói e deteriora a superfície. Para minimizar a corrosão é necessário proteção específica, normalmente feita por pintura e lixamento da superfície. Apesar de sujeito à corrosão galvânica, é menos suscetível que o alumínio.
Alumínio: Eletrólise (corrosão galvânica). O alumínio é um material não ferroso, mas está sujeito à oxidação. Porém, ao contrário do que ocorre com o aço, a superfície não sofre deterioração ou corrosão. Durante o processo de oxidação é formado o óxido de alumínio (Al2O3), que se manifesta como uma película fina que serve de proteção, apesar de reduzir o brilho. Com isso, a oxidação fornece certa proteção ao material, ao contrário do que ocorre com o aço.
A corrosão galvânica bimetálica é um processo eletroquímico em que, considerando 2 metais diferentes, um metal sofre corrosão preferencialmente em relação a outro quando os dois metais estão em contato elétrico e imersos em um eletrólito. Este processo ocorre com a formação da pilha eletroquímica, que necessita de anodo (metal menos nobre), catodo (metal mais nobre) e solução salina (eletrólito). Ele pode ser mitigado mediante o isolamento dos metais condutores de energia elétrica existentes no barco, evitando a sua “fuga” para a água salgada (rica em eletrólitos). Adicionalmente, utiliza-se outro metal, no caso o zinco, o chamado “metal de sacrifício”, que atua como anodo.
Os anodos são instalados em locais estratégicos, cujo propósito deles é sofrer a corrosão, e por conseguinte devem ser trocados com certa periodicidade. Seus pesos e tamanhos devem ser calculados de acordo com determinados parâmetros e para isso existe a seguinte fórmula: http://www.boatzincs.com/anode_weight_calculation.html. Além disso, existem detectores de corrente galvânica que podem ser instalados, permitindo verificar a qualquer tempo o desempenho das medidas de precaução adotadas. Vale salientar que o aço também está sujeito a este mesmo tipo de corrosão
Grande parte da corrosão galvânica é resultante do contato entre alumínio e aço. Portanto, na construção não podem ser utilizadas peças deste último material. Da mesma forma é necessário escolher/guardar/isolar utensílios, equipamentos e ferramentas de metal, de modo a evitar o contato direto com o alumínio.
Peso:
Aço: O peso pode ser um limitador quanto ao local no qual serão realizadas as manutenções, pois, dependendo do tamanho, pode ser que o equipamento para erguer/retirar da água não suporte o peso.
O peso maior significa maior deslocamento, reduzindo a performance geral. Da mesma forma, o peso dificulta a realização de manobras. Com o aumento do peso e do deslocamento, o remanescente para equipar e preparar o barco é menor, obrigado a realização de escolhas que reduzirão eventualmente o conforto. Devido ao maior peso, a âncora será mais pesada dificultando o manuseio por uma única pessoa. Aumentando o deslocamento, aumenta-se o consumo de combustível do motor, necessitando de tanques maiores para atingir a mesma distância. O maior peso e deslocamento requer maior área velica e, consequentemente, maior tripulação para regulá-la. O maior peso pode ser transformado em maior estabilidade, aumentando o conforto. Reduz, também, a tendência a rolar.
Alumínio: Devido à sua menor densidade, o peso de uma chapa de alumínio comparativamente ao de uma chapa de aço, considerando que as duas possuem as mesmas dimensões, é cerca de 50-60% menor. O peso menor significa possível economia nos sistemas internos, como aparelho (massame, poleame e velame), transmissão, motor e etc. Da mesma forma, permite o aumento da autonomia do barco (combustível, água, menor motorização).
Aço: O custo de tratamento e pintura contra corrosão reduz a diferença de custo de construção. O tratamento deve ser feito em toda a superfície exposta ao ar, não apenas a água. Por conta do tratamento, o início dos trabalhos pós-casco demoram mais.
Resistência:
Aço: O aço é um material mais nobre do que o alumínio, e está acima na escala galvânica.
Alumínio: Da mesma forma que o alumínio, o aço é resistente ao fogo, sendo não combustível e não inflamável. As ligas de alumínio perdem resistência quando são soldadas, o que não ocorre com o aço. Para reduzir este efeito é necessário reforçar, representando aumento de peso. Cuidados maiores devem ser tomados com o controle de qualidade da soldagem, especialmente no tocante à resistência contra pressão e à corrosão galvânica.
Aço: Pontos de fratura e corrosão são difíceis de localizar, dificultando a realização de manutenção.
Alumínio: Especial cuidado deve ser empregado no sistema elétrico, de modo a evitar que o caso sirva de condutor. Em nenhuma hipótese isso pode ocorrer, sob pena de ocorrência de eletrólise.
Alumínio: Significativamente maior do que o do aço. O valor depende diretamente do que se encontra agregado ao barco.
Outros problemas:
Aço: Magnetização com consequente interferência nos equipamentos abordo, mas especificamente da bússola. Maior barulho e vibração. Se, por um lado, o aço apresenta maiores problemas acima da linha da’ água, os problemas do alumínio se situam com mais frequência abaixo dela.
Tamanho:
Aço: Em tamanho menor do que 40 pés, o centro de gravidade não é mais baixo, apesar do peso ser maior, fazendo com que o design fique “estranho”. Se o peso é uma consequência direta do tamanho, considerando-se que as consequências da diferença de peso somente são reduzidas em tamanhos maiores e levando-se em consideração que o maior peso requer mais trabalho e maior tripulação, quanto maior o tamanho do barco em aço mais difícil é a sua condução por uma pessoa só.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Ampliando a lista de designers e projetistas de barcos.
Pois bem, a busca por projetos e designers continua. Enquanto eu não me decidir pelo material de construção (Sim, estou em dúvida entre aço e alumínio. Qual é o problema?!?) a lista só tende a aumentar. Estou aproveitando a minha busca para separar, também, algumas idéias e conceitos que acho interessantes, mesmo que utilizados em projetos destinados a outros materiais. Antes que alguém faça a seguinte pergunta, "não é possível usar um projeto de fibra e construí-lo em aço?", já adianto a resposta: não, não é!
A lista abaixo complementa o post "Lista de designers e projetistas de barcos, mais especificamente veleiros", do dia 06/01/2104. Ela inclui alguns fabricantes de barcos "em série" e "quase comerciais", cujos projetos são muito interessantes. Na grande maioria das vezes não produzem veleiros em aço ou alumínio. Mais na frente eu escreverei um post com os modelos que me interessam no material escolhido.
Allures: http://www.allures.fr
Alubat: http://www.alubat.com
Alu Marine: http://www.alumarine.fr
Andrzej Skrat: http://www.skrzat-design.pl/
Alubat: http://www.alubat.com
Alu Marine: http://www.alumarine.fr
Andrzej Skrat: http://www.skrzat-design.pl/
Andrieu: http://www.andrieudesign.com
Antrim: http://www.antrimdesign.com/
Bosgraaf: http://www.bosgraafyachtdesign.com
Dieter Empacher: http://www.dieterempacher.com/
Dubois: http://www.duboisyachts.com
Erik Lerouge: http://www.lerouge-yachts.com/
Fauroux: http://www.fauroux.com/
Felci: http://www.felciyachts.com/
Finot-Conq: http://www.finot.com/
Fontaine: http://www.fontainedesigngroup.com/
Gustavo Rodriguez: http://www.nauta.com.ar/
Guy Ribadeau Dumas: http://www.ribadeaudumas.com
Luca Brenta: http://www.lucabrenta.com/
Marcelino Botin: http://www.botinpartners.com/
Meta-Chantier: http://www.meta-chantier-naval.fr
Michael Kasten: http://www.kastenmarine.com/index.htm
Michael Kasten: http://www.kastenmarine.com/index.htm
Paganini: http://nuke.paganinimarine.com/
Paolo Bisol: http://www.paolobisol.com
Peltzer: http://www.peltzer-design.com/
Sabre: http://sabreyachts.com/
Sabrosa: http://www.sabrosa.fr
Sergio Lupoli: http://www.sergiolupoli.com/
Van Dorresteijn: http://www.vdddesign.nl
Xavi Cardell: http://www.cardellyacht.com/
Yann
Dabbadie: http://www.dabbadiedesign.com/
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
O que acontece quando um veleiro capota?
O vídeo, apesar de longo, é bastante interessante e ilustrativo. Notem que o veleiro pára a 180°, o que não é ideal, pois o ele deveria completar a volta, fazendo um 360° completo provocado pelo peso da quilha e com a ajuda de um mastro bem projetado e estanque. No caso do vídeo, a volta é completada pelo guindaste, ou seja não pelos próprios atributos do barco. http://www.youtube.com/watch?v=1mhCYcztA8E
Vira, vira, vira, virou.....
Vale a pena assistir até o final: http://www.youtube.com/watch?v=5ggH9UGkz6A
A história do naufrágio recente do veleiro Bounty na costa leste dos EUA.
Esta é uma das histórias que fazem parte do dia a dia de quem está no mar, longe da costa, e no caminho de um furacão: http://www.tampabay.com/specials/2013/reports/bounty/
Lista de designers e projetistas de barcos, mais especificamente veleiros.
Alguns dos designers, cujos
projetos estou avaliando, estão listados abaixo. Excetuando um (Bruce Roberts, pois a maioria acha que os projetos dele estão ultrapassados e por isso têm baixo valor de revenda), os demais são nomes muito bem recomendados pelos participantes dos diversos que me inscrevi para sair da minha ignorância quase que absoluta sobre o assunto.
O interessante é observar as
tradições. Os americanos utilizam mais madeira e fibra de
vidro (foam-fiberglass), enquanto os europeus, principalmente os franceses,
holandeses e noruegueses projetam mais em alumínio e aço.
Bruce Roberts: http://www.bruceroberts.com/
Dick Zaal: http://www.dickzaalyachtdesign.nl/
Dudley Dix: http://www.dixdesign.com/
Dykstra: http://www.gdnp.nl/
François Lucas: http://www.fr-lucas.com/
Jean-François Andre: http://www.jfandre.com/
Marc Lombard: http://www.marclombard.com/en/
Oswald Berckemeyer: http://www.berckemeyer-yacht.de/
Robert Perry: http://www.perryboat.com/
Ted Brewer: http://www.tedbrewer.com/
Thierry Stump: http://www.equipethierrystump.com.br/
Van de Stadt: http://www.stadtdesign.com/
Pois bem, já tenho uma lista de nomes. Porém, um item que eu estava certo
quanto à escolha, e que influencia todo o restante, está travando o meu avanço:
o material construtivo (aço ou alumínio). Farei uma lista comparativa de prós e contras, o que demandará alguns dias, para
depois me decidir. Publicarei aqui tão logo ela fique pronta.
Boa noite!
sábado, 4 de janeiro de 2014
Será que são os meus olhos azuis?
Devo estar fazendo algo certo ou será que
são meus olhos azuis? Nas últimas 48 horas comecei a receber diversas mensagens
de pessoas em todo o mundo. São velejadores solitários, construtores,
engenheiros e arquitetos navais, dentre outros. Cada um contribuindo
informações ou experiência. Fiquei impressionado com a camaradagem! Entre eles
Robert (Bob) Perry, reconhecido mundialmente por construir barcos de
competição, com diversos prêmios.
O alerta de alguns é bastante alto e claro:
não entre neste projeto se você não tiver a energia e recursos para leva-lo até
o final, caso contrário perderá tempo, dinheiro e se frustrará imensamente no
caminho. Bem, com todo o respeito, estas pessoas não tem a menor idéia da
quantidade de energia que coloco nos meus projetos, como mobilizo recursos e,
especialmente, como consigo reunir pessoas boas ao meu redor para me ajudar. É
bem possível que eu consiga fazer o que pretendo gastando menos e em menos
tempo do que esperado, mas para isso eu primeiro preciso entender todas as
partes do problema. Um passo de cada vez.
São dois os assuntos recorrentes até o
momento: tamanho do barco e material. Os custos de construção sobem exponencialmente
com o tamanho do barco, portanto é necessário encontrar um projeto que seja bem
resolvido, eficiente e seguro.
A minha maior preocupação é um pouco
anterior e está relacionada com o tamanho máximo que um barco pode ser
manobrado/velejado sozinho e em segurança. As respostas variam bastante, e para
a minha surpresa recebi uma reportagem sobre um senhor de 76 anos que está
velejando sozinho um veleiro de 63 pés! Vejam só: http://www.sailfeed.com/2013/12/stanley-paris-his-geriatric-circumnavigation/
e http://stanleyparis.com/ Bem, um
veleiro deste tamanho e com os recursos que ele embarcou estão completamente
fora de cogitação, mas serve de exemplo para provar que não há limites claros
de idade e tamanho para velejar sozinho.
Para limitar a minha busca por projetos,
resolvi, depois de trocar muitas mensagens, que devo limitar o tamanho para o
intervalo 35-50 pés. Por quê? Diferentes projetos possuem diferentes soluções.
Um pode ser menor, mas ter o espaço interno melhor resolvido que outro maior. A
regra é manter o tamanho menor possível, sem perda de eficiência, segurança e
conforto.
Depois de limitar o tamanho, o próximo
passo e resolver o material de construção. Eu estava (e ainda estou) decidido
pelo aço pelos motivos que já apresentei. Mas tenho recebido tantas mensagens
sobre a construção em alumínio que estou avaliando um pouco melhor.
Por hoje é isso. Estou morto, pois velejei a
tarde toda. Ventou muito, por volta de 20 nós!
Assinar:
Postagens (Atom)




